É verdade que esta joga já ocorreu há um tempinho, e também é verdade que já havia ocorrido uma "joga de despedida" três dias antes, mas, da mesma forma que os ébrios não costumam se contentar com uma única "saideira", os viciados lúdicos da serra também não quiseram deixar por menos.
Estivemos presentes eu, Mário e o Mayapur, que foi o anfitrião desta vez. Depois de uma pequena preleção sobre o Eve Online (o atual "vício" do Mayapur) e sobre aquários plantados (o próximo "vício" do Mayapur... rsrs), partimos para os jogos de tabuleiro.
Meus amigos aceitaram o convite para jogar o Indonesia novamente, pois, depois da última partida, o jogo tinha ficado martelando na minha cabeça, como comentei no post anterior.

E, de início, já vale comentar que o setup e os turnos iniciais foram muitíssimo mais rápidos, tanto pelo fato de haver apenas 3 jogadores quanto por já conhecermos as regras. Cada um começou seguindo por caminhos diferentes, o Mário se preparando para as fusões futuras, eu para as aquisições de produtos baratos e o Mayapur para o transporte dos próprios produtos. Uma característica peculiar desta partida foi que, devido ao desinteresse meu e do Mário, duas companhias de navegação foram descartadas no fim da primeira fase, dificultando bastante a logística de transporte para algumas regiões na fase final do jogo.
Vale dizer que, diferentemente da partida anterior, onde as Eras 1 e 2 ficaram arrastadas, desta vez o jogo fluiu muito rápido. Na última Era, o Mayapur conseguiu consolidar a pequena vantagem que tinha acumulado, e adiantou o fim do jogo comprando a última companhia disponível, vencendo a partida. O Mário ficou em segundo e eu em último. Acho que eu poderia até ter brigado pela vitória, mas cometi um erro de cálculo ao contar que a partida só terminaria no turno seguinte. O jogo durou entre duas horas e duas horas e meia. Bela vitória do Mayapur!
Esta segunda partida serviu para me confirmar que o jogo é muito bom e nem é tão demorado. O jogo fluiu muito bem, especialmente pelo fato da mecânica das fusões já ter sido assimilada por todos. É bem interessante ver o desenvolvimento do arquipélago durante o jogo, especialmente ao perceber que isto é desencadeado pelas ações dos jogadores. Com certeza, vale mais partidas!
Como o jogo terminou bem antes do previsto, resolvemos puxar um Tigris & Euphrates, que o Mayapur gosta muito e eu tinha bastante curiosidade em conhecer. O Mário já tinha jogado uma vez, mas não se lembrava de quase nada. Então, depois de um bom tempo de explicação de regras e exemplos, partimos para o embate na Mesopotâmia.

Com uma clara dificuldade inicial em diferenciar conflitos internos e externos e, principalmente, em assimilar como tirar vantagem destes conflitos para angariar pontos de vitória, eu e o Mário fazíamos jogadas quase aleatórias, enquanto o Mayapur ia amealhando cubinhos de todas as cores imagináveis... hehe Meu único senão foi que a partida foi bastante longa, até arrastada em certos momentos (quase 3 horas, com explicação). Outra vitória do Mayapur, seguido por mim e pelo Mário.
Enfim, eu tive uma impressão boa do jogo e vi um bom pontencial de diversão nele, que espero confirmar jogando mais vezes. Já o Mário confirmou sua impressão de que não consegue jogá-lo bem e que não gosta do estilo. E, por fim, o Mayapur venceu outra partida e continua gostando do jogo... rs
E assim foi a nossa "saideira".
P.S.: Como meus parentes continuam morando em Petrópolis, sei que não foi uma despedida "final", mas um mero "Até logo!". Com certeza, continuarei a visitar esporadicamente os amigos lúdicos da serra.




